27.9.04
Curtas.
Não há azul no céu
Apenas um mármore cinzento
E a leste sopra o vento
Como uma tardia gentileza
Que varre de cima da mesa
Cartas de amor ao léu
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Minha mente é uma caixa de veludo, cheia de algodão-doce, correntes e lâminas, cheirando a óleo de máquina e o perfume que ela usava, compondo uma sinfonia curiosamente harmônica de dor em contralto.
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É injusto que eu não possa retribuir o amor daqueles que me prezam, mas não menos injusto que não poder dar o amor que verdadeiramente sinto.
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Vede este amor
Tão pequeno e simples que cabe numa carta
Num gesto, numa palavra, numa ação
Amor que cabe dentro de mim
Vede esta dor
Tão patética e estúpida e cinza e farta
Que toma conta de meu corção
Dor que parece nunca ter fim
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É curioso que eu tenha coragem de declarar meu amor em alto e bom som, para quem quiser ouvir, que eu desafie o mundo com ele... mas que eu não tenha coragem de viver sem ele.
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Desejar a própria morte seria falta de amor próprio ou excesso?
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Para se encontrar paz de espírito, é necessário abdicar-se de todos os desejos... incluindo o desejo de paz de espírito. Essa paz deve ser consequência, não objetivo. Mesmo acreditando nisso, essa ainda é um mistério para mim. Que pode desejar alguém sem desejos, exceto algo pra se desejar?
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O que eu sou? Aquilo que é reconhecido pelo meu nome é a forma externa de meu corpo e a forma externa de minha mente. O que é a forma interna de minha mente?
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Na-chan não saberia me responder, mas ao lado dela eu nunca precisei fazer essas perguntas. Isso, por si só, é uma resposta.
Assim disse Kat as 00:18.
Fala ae!
Nada dito neste site e verdade.