7.7.04
Uma pequena e singela oração a um pequeno, mas não singelo, deus.
Sim, budistas/politeístas também rezam, quando lhes convêm.
Deus, sagrado maior entre os Deuses, criador de homens, corruptor de homens, destruidor de homens, julgador de homens, ouça-me. É findo o tempo, é finda a paciência, é finda a alma. Afasta de mim esta penumbra que habita minh'alma, que não é sombra mas escuridão, palpável e fria, escorregadia e pegajosa, que me enoja e embota meus sentidos.
Afasta de mim estes sentimentos, afasta de mim este amor doentio, esta obsessão que não é amor, que não é paz, ansiedade e queda, que é um colchão de espinhos que não reedêm, apenas consome. Afasta de mim esta dor, afasta de mim esta saudade, de algo que nunca existiu como eu imaginava, de algo que só existiu pra mim, de um mundo que não mais é.
Deixa-me cessar de ser muitos e tornar me uno, deixa-me afundar em uma medicriocidade exacerbada, deixa-me ser apenas um, apenas um só, apenas só, apenas. Deixa-me embaçar meus olhos pra que nunca mais veja, e nunca mais sinta, e nunca mais chore. Deixa-me parar de me esconder de mim sob
facades de múltlipas camadas, sombras mascaradas feitas de pó, jogos que nunca escondem o quanto me importo, e o quanto não consigo odiar. Deixa-me odiar, ó poderoso, deixa-me odiar mais. Deixa-me amar menos. Deixa-me viver menos.
Afasta-te de mim, Deus. Deixa-me só.
Deixa-me.
Assim disse Kat as 18:42.
Fala ae!
Nada dito neste site e verdade.