11.5.04
Andando por uma praia de águas muito escuras e areias muito brancas, há um jovem. O vento acaricia seus cabelos, gelado, cheio do mar e de futuros incertos. O sol agride seu torso nu, reflete em seus óculos, muito claro, muito simples, muito óbvio. Seus pés afundam na areia, que invade o espaço por entre seus dedos. Ele anda muito devagar, sem fazer som algum, sem olhar pra lugar algum além das águas. A praia é muito uniforme, mesmo em suas imperfeições; a luz reflete em ângulos dolorosos nas rochas, cinzas, afiadas, como lixo que o mar recusa, que não pode macular a perfeição das águas que rolam, silenciosas. O vento é ruidoso, as águas não produzem som. Os olhos do jovem estão fixos, mesmo por trás da barreira de seus óculos de lentes negras, que teimam em não protegê-lo da luz. Ele ainda não pode enfrentar a água, se entregar à água, flutuar livre no silêncio e frio da água. Mas a água não se importa com isso, a água apenas espera. Tudo volta pra água, eventualmente. Quando ele quiser, ela estará lá. Ele pode ouvir suas vozes, seus risos, seus choros e gritos, mas não há mais ninguém nesta praia além dele. O jovem nem sempre esteve nessa praia, mas este é seu único lugar, o último refúgio, o último degrau. Só lhe resta as águas.
O jovem se senta na areia e fita o mar.
Assim disse Kat as 23:27.
Fala ae!
If all there is
And all there was
Could fit in my hand
Then I would clench
And laugh until the end of time
If all I can feel
And all I've felt
Could fit in a few words
I'd write it down
And burn it away
If all I have done
Would sum up to a word
This world would be short
And sweet, and painful
And no poetry would come of it
Assim disse Kat as 01:22.
Fala ae!
Nada dito neste site e verdade.